Auto-estima

15:15:00

Vale a pena ler esta entrevista da Fluvia Lacerda...



Neste tipo de notícia, confesso que tenho imensa curiosidade em ler os comentários.

Ainda me pasmo porque não consigo perceber qual é o problema da sociedade em ver que uma gorda pode ter auto-estima. Dizem logo que é mentira, que é "fachada", que é impossível alguém gordo ser feliz com o seu corpo.

Infeliz é questionar a auto-estima dos outros, seja lá como for o seu corpo. Só as mulheres altas e magras é que podem sentir-se bem? As que não têm manchas na pele, ou borbulhas, ou rugas, ou sardas, ou um cabelo rebelde? As que não têm barriguinha nem pneus, ou que não têm celulite? Meus amigos, essa mulher não existe. Ou então foi à faca. E mesmo assim terá algures alguma cicatriz.

Cada mulher deve aprender a gostar de si mesma, seja como for. E as gordas não são excepção.

Uma coisa é querer lutar para mudar alguma coisa no corpo porque não nos sentimos bem. Outra é ter de mudar porque a sociedade acha feio...

Há gordas com auto estima sim. Eu sou uma delas. Se gostava de ter menos barriga? Sim, gostava de ter menos barriga. Mas é por isso que vou ser infeliz?!

Ser magra não é sinónimo de felicidade e de completa aceitação do seu corpo. Porque é que ser gorda haveria de ser o inverso?

E já agora, para quem ainda não abriu o link, a entrevista não fala apenas das gordas, mas também de como hoje em dia se tenta vender a imagem de uma mulher perfeita que não é real.

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